domingo, 1 de agosto de 2010

Preconceito Racial

Preconceito Racial: Modos, temas e tempos, do autor Antonio Sérgio Alfredo Guimarães

    O termo “racismo” apresenta uma tendência do pensamento, ou do modo de pensar sobre a qual se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras.
    Indubitavelmente, existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter ou manifestações culturais ditas intelectuais são superiores as dos outros. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões préconcebidas na qual a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial. A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar, por exemplo, a situação de um escravo, ou o domínio de determinados povos por outros, e os até mesmo os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade. De modo geral, é essa qualidade que se conhece do preconceito, porém não se aprofunda muito, já que podem gerar antipatias de seus semelhantes, grandes debates intelectuais que acaba-se por evitar e deixar-se à situação como está, caso que muitos de nós não o fazem.
 
      Discriminar é o ato de se "fazer uma distinção", significado a que todos conhecem, porém existem diversos significados para esta palavra, incluindo a discriminação estatística ou a atividade de um circuito chamado de discriminador. O significado mais comum, no entanto, tem a ver com a discriminação sociológica: a discriminação social, racial, religiosa, sexual, por idade ou nacionalidade, que podem levar à exclusão social. Pode-se comprovar essa ação humana baseando-se no estudo sobre os “Termos Básicos de Cor” mostrando a concepção de Berlin e Kay, no qual a preocupação inicial se volta a percepção humana da cor, que é sumarizada por Sahlins que aponta esse trabalho como uma ciência antropológica, primordializando que “a despeito da comprovada habilidade humana de distinguir milhares de estímulos de cor, as linguagens naturais manifestam apenas um número muito limitado de ‘termos básicos de cor’, aplicandos a uma grande variedade de objetos; (...) tal que as línguas naturais podem ser classificadas numa sequência progressiva de cores nomeadas, todas, a cada estágio, discriminado as mesmas tonalidades básicas. (...)” (1), que implícita em sua análise o foco para as diferentes culturas. Através dessa afirmação, podemos compreender que até mesmo quando não se tem intenção de diferenciar um objeto do outro, esse fato ocorre, mas não deve acontecer sob a forma de julgamento ou a pessoa achar essa atitude normal, no qual trata-se de um prejulgamento, mas não se pode julgar o que não se conhece, é como se ter um conhecimento prévio do evento. Essa teoria, porém se vê problematizada por Boas e Sapir, partidários de uma teoria empiricista e a - histórica, em sua concepção as categorias sociais são construções, frutos de determinações culturais. Para eles as cores são “engajadas como signos em vastos esquemas de relações socias; são combinadas e diferenciadas em ordens culturais” (2).
   
    O problema de se viver em uma sociedade é que as atitudes humanas não são padronizadas ou robotizadas, o caráter de cada pessoa é individual, porém muitas formas de ideologias acabam por serem propagadas em seus meios sociais, que segundo Sahlins “em jogo está o entendimento de que cada grupo social ordena a objetividade da experiência, ao participar de uma lógica diferencial e significativa, e assim faz da percepção humana uma concepção histórica”(3) , ou seja, o racismo torna-se um preconceito contra um “grupo racial”, geralmente diferente daquele a que pertence o sujeito, e, como tal, é uma atitude subjetiva gerada por uma seqüência de mecanismos sociais, nos quais um grupo social dominante seja em aspectos econômicos ou numéricos, sente a necessidade de se distanciar de outro grupo que, por razões históricas, possui tradições ou comportamentos diferentes. A partir deste ponto, constrói-se uma ideologia fundamentada na idéia que pode ser relacionado à crença da superioridade. Nesse contexto, a falta de “opinião própria” do sujeito acaba por resultar na aceitação da situação criada e transpassa esse ideário a seus descendentes e pessoas mais próximas de seu convívio social. Fato esse que leva o ser a pensar “sempre foi assim, porque vai mudar agora”, no qual tal questão livra-o de uma crítica moral. Em suma, o mecanismo da aceitação permite mascarar o prejuízo em que se baseia a discriminação, fornecendo bases para a sustentação de um algo maior, que leva a posturas mais radicais de certos grupos, como as atitudes violentas e mesmo criminosas contra outros indivíduos que sofre sob qualquer forma de preconceito. Guimarães também evidencia a diferença entre a sociologia e a psicologia social, uma explica o preconceito como algo feito para construir fronteiras entre grupos sociais, enquanto a outra se preocupa não com o preconceito, mas sim o porquê de certos indivíduos desenvolverem estes tipos de atitude. A explicação encontrada por Adorno é o autoritarismo.
    Convém destacar que o racismo nem sempre ocorre de forma explícita, no qual existem casos em que a prática do racismo é sustentada pelo aval dos objetos de preconceito na medida que também se satiriza racialmente e se consente a prática racista, de uma forma geral, na qual o ser prefere esconder sua verdadeira face para não ser classificado com bárbaro. Muitas vezes o racismo é conseqüência de uma educação familiar racista e discriminatória. Segundo o autor Antonio Sérgio Alfredo Guimarães:

“ as teorias que procuram compreender o preconceito racial (ou simplesmente o de cor) variam quanto ao objeto a ser explicado. Para a sociologia, o preconceito racial decorre de um modo específico de construir as fronteiras de um grupo social a partir de marcas que são entendidas como raciais (o pertencimento a tal grupo deriva de origem biológica comum, transmitida hereditariamente, e demarcada por características fisionômicas, físicas, cognitivas e morais). Trata-se de explicar, portanto, a construção e reprodução de certos grupos sociais, referidos como ‘raças’, ‘cores’, ‘imigrantes’ ou ‘etnias’, que utilizam tais marcadores para identificar quem pertence ou não a um grupo. Para a psicologia social, ao contrário, a constituição do grupo não é objeto de investigação em si, a questão recai sobre por que, em um mesmo grupo, certos indivíduos e não outros desenvolvem atitudes e comportamentos negativos em relação a membros de outros grupos radicais.” (4)

    Retrata-se, claramente, que o preconceito é um juízo pré-concebido e herdado de seus familiares, manifestado na forma de uma atitude pejorativa perante pessoas, lugares ou tradições que são considerados diferentes ou "estranhos", ou seja, indica o desconhecimento por parte da pessoa, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. Logo, também ocorre a ação de apontar como estranho, aquilo a que a pessoa desconhece em certos assuntos que podem ser religiosos ou culturais. Para representar esse acontecimento dentro de um contexto histórico entre África e Brasil podemos citar o caso dos Agudás que representaram o povo que retornou do Brasil para a África. Segundo a autora Maria Manuela Carneiro Cunha, os agudás representam uma sociedade que levam características brasileiras de volta à África, e nesta localidade que chegam, passam a olhar seu semelhante com certa superioridade, pois se sentiam culturalmente superiores . Esse tipo de sentimentalismo que acaba por criar uma forte corrente de preconceito que se fundamenta na cultura, como neste caso, ou seja, como cita Guimarães,

“preconceitos deveriam ser distinguidos de prejulgamentos, algo natural no ser humano e fundamental para organizar a vida social, por que estes últimos se modificam diante dos fatos e do seu esclarecimento, enquanto os primeiros são irreversíveis e mantêm-se ainda quando confrontados com o conhecimento correto dos fatos”(5) ,

ou seja, é apontada uma forma de se criar às manifestações do preconceito através de ações e atitudes passadas no cotidiano do dia-a-dia atual.
    Para fundamentar essa questão, Gordon Allport, em 1954, é quem sumariza os fatores sócio-culturais e psicológicos que envolvem a questão da aquisição e dinâmica do preconceito. Para ele há uma diferença entre Preconceito e Pré-julgamento, um é considerado como irreversível e outro como algo natural a todos os seres humanos e que pode ser mudado diante do esclarecimento dos fatos. Outra diferenciação feita por ele é entre ações, preconceito envolve atitudes, crenças e comportamentos raciais. Também em seus estudos efetuou a divisão deste evento nas classificações de Linguagem insultuosa, evitação, discriminação, ataque físico e extermínio. Essa quebra nas atitudes sociais deixa claro que leva consigo certos sentimentos negativos e intolerantes por parte de muitas pessoas, já que estas não sabem respeitar seu próximo e suas escolhas de vida, mesmo que estas sejam estranhas ou diferente merecem serem respeitadas. De modo geral, o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial dos fatos, chamado estereótipo, o que passa a observar-se então que, pela superficialidade ou pela estereotipia, o preconceito é uma ação errônea. Entretanto, trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença, ou seja, ele tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio.
    O racismo tem assumido formas muito diferentes ao longo da história. Na antiguidade, as relações entre povos eram sempre de vencedor e cativo. Na atualidade, as relações são entre proletários e capitalistas. Logo, se nota que as questões que eram vinculadas a status social, passam a se tornar de caráter econômico. Pode-se notar essa mudança na colonização da África. Quando os europeus, no século XIX, começaram a colonizar o Continente Negro e as Américas, encontraram justificações para impor aos povos colonizados as suas leis e formas de viver. Uma dessas justificações foi à idéia errônea de que os negros e os índios eram "raças" inferiores e passaram a aplicar a discriminação com base racial nas suas colônias, para assegurar determinados "direitos" aos colonos europeus. Àqueles que não se submetiam era aplicado o genocídio, que exacerbava os sentimentos racistas, tanto por parte dos vencedores, como dos submetidos. Para Thomas Pettigrew,

“as principais variáveis explicativas para o preconceito racial continuam sendo o autoritarismo, a orientação para a dominação social, e a ameaça coletiva percebida. (...) as principais manifestações de preconceito: engajamento político deficiente, idade e classe social, conservadorismo tradicional e pouco cosmopolitanismo (...)” (6).

Essas características são muito vistas no Brasil do século XXI, já que o governo não liga para os idosos brasileiros, fornecendo a eles um sistema médico precário, os jovens faltam com respeito com seus anciões através de expressões pejorativas, a exemplificar: “esse velho não sabe o que fala”, “essa velha pensa que sabe tudo”, entre outras expressões. Na realidade, essas pessoas perdem ao não darem ouvidos aos conselhos de pessoas mais velhas, já que estas através de suas experiências de vida podem lhes ensinar muito.
    No século XX, o racismo é levado a outro nível, o da genética. Como conclui Guimarães,

“é como se a diversidade de grupos culturais e raciais, ou seja, constituídos por traços fenotípicos ou culturais que os distinguissem uns dos outros, desenvolvesse por si mesma uma narrativa de intolerância e ódio para a qual fossem atraídos indivíduos de acordo como certas características ou certas situações" (7),

apesar dos trabalhos de geneticistas, antropólogos, sociólogos e outros cientistas do mundo inteiro que objetivavam derrubar toda e qualquer possibilidade de superioridade racial, e estes estudos culminaram com a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Embora existam esforços contra a prática do racismo, esta ainda é comum a muitos povos do globo terrestre, principalmente na população asiática e africana.
    Ainda que existam classificações raciais propostas pelas mais diversas correntes científicas, pode-se dizer que o planeta contém duas centenas de raças humanas espalhadas pelo mundo, além de locais geográficos que devido ao isolamento de grupos de indivíduos que cruzam entre si. Portanto, a separação racial torna-se completamente irracional em função das composições raciais, das miscigenações, recomposições e padronizações em nível de espécie que houve desde o início da caminhada da humanidade sobre o planeta. Segundo Guimarães,

“uma abordagem arriscada, na qual não há efetivamente um fato real a partir do qual se constitua o grupo ou se selecione a marca (física ou cultural) que justifique o preconceito. Vale dizer, fora do contexto histórico da interação, que os marcadores são totalmente aleatórios(8).  
   
    O racismo pode ser pensado como uma “adoção de uma visão equivocada da biologia humana” expressa pelo conceito de ‘raça’, que estabeleceu uma justificativa para a subordinação permanente de outros indivíduos e povos, temporariamente sujeitos pelas armas, pela conquista, pela destituição material e cultural, ou seja, pela pobreza, como conceitua Guimarães. Atualmente ramos do conhecimento científico como a Antropologia, História ou Etnologia preferem o uso do conceito de etnia para descreverem a composição de povos e grupos identitários ou culturais. Desta forma caímos no debate de outro autor abordado, sendo este Robert Park, que mostra como a nossa sociedade baseada na democracia abomina distâncias e grupos sociais, uma vez que cada homem deve ser tratado de acordo com méritos individuais, ou seja, recorre-se a teoria do individualismo com o fim de resolver a situação vivida na atualidade
    Para referenciar o conceito de grupo identitários recorre-se a Herbert Blumer, no qual diz que “lógica é realmente, um esquema de identidade racial e é necessário como enquadramento para o preconceito racial(8) , ou seja, propõe que é o próprio preconceito que é responsável pelo surgimento das classes e não o contrário, a idealização da classe que faz com que ela exista. Necessários mecanismos de propagação nos meios de comunicação. As motivações do preconceito para ele são a superioridade que estas classes sentem, o medo de que ocorra a insubordinação dos que sofrem preconceitos, por isso tentam desarticular essas insurreições na tentativa de manter certas vantagens. De certa forma, estas características auxiliam no surgimento de grupos para aniquilarem as pessoas que possuem o que elas ditam ser indesejável, para exemplificar, os grupos da skinreads e a antiga Ku-Klux-Klan. No passado pode-se pensar na escravidão que era exercida pelos portugueses sobre a África, que segundo Orlando Patterson o domínio permanente e violento sobre pessoas alienadas desde seu nascimento leva ao conceito de morte social, pois o sujeito perde seu ancestral, sua família e sua identidade cultural, sendo forçado a viver sobre a cultura de seu dominador, ou seja, lhe é imposto uma cultura e deve ser seguida, já que contrária-la seria viver fora dela e sofrer preconceito por essa atitude, por apresentar uma diferente organização social, uma cultura ou uma religião que pode fugir ao conhecimento ou consentimento de seu dominador. Para Guimarães são quatro os sentimentos sempre presentes no preconceito racial: o de superioridade, o de que a raça subordinada é intrisecamente diferente e alienígena, o de monopólio sobre certas vantagens e privilégios, e o medo ou suspeita de que a raça subordinada deseje partilhar as prerrogativas da raça dominante , que neste caso pode-se exemplificar no Congo, que objetivava ter a mesma tecnologia portuguesa na construção de naus, e pediram um barco ao rei português, mais lhes foi negado. Característica que leva ao conceito de absorção de uma cultura perante a outra através do mecanismo de dominação e compartilhamento do mesmo convivio social.
    Autores como Nobert Elias, John Scotson e Frederik Barth, mostram como o preconceito pode existir mesmo quando as diferenças físicas e biológicas estão ausentes, como exemplo da raça judia, mostrando que surgia o preconceito através das diferenças no equilíbrio de poder. Assim sendo o preconceito surge para manter o controle do poder e servir de controle social, impondo um sentimento de inferioridade ao outro grupo, tentando desarticular sua coesão e fazê-lo cair em desgraça. Para legitimar essa inferioridade são construídas algumas representações que colocam os outros grupos como desorganizados socialmente e familiarmente, colocam como precárias seus hábitos higiênicos, estigmatizam a pobreza e os mostram com animais. Todas essas medidas são usadas para legitimar seu poder em relação ao outro grupo, apontado no caso em que Nobert Elias faz a referida citação:

 “a coesão grupal (o grau de organização interna do grupo, sua identidade coletiva e compartilhamento de normas) é suficiente para criar um diferencial de poder, mesmo na ausência da posse monopólica de objetos não humanos, tais como armas e meios de produção (...) tal coesão pode levar os membros de um grupo a reservar para si todos os postos de poder nas mais diversas instituições sociais (...)”(10)

,vista muito no Brasil, através da exclusão de mulheres do mercado de trabalho, no qual quando são contratadas recebem salários menores que os homens e exercem a mesma função, assim como também na posse de Barack Obama a presidência dos Estados Unidos da América sendo o primeiro negro a assumir essa posição neste país sob muitos protestos a sua posse. Atualmente nos dizem modernos, mais são estes pequenos detalhes que não nos separam dos ditos inferiores. Já para Frederik Barth a identidade grupal seria antes um traço da organização social que a expressão de uma cultura; os grupos étnicos seriam parte da organização social das diferenças culturais. Eles seriam um produto da interação social e das circunstâncias históricas, econômicas e políticas, as diferenças culturais importantes para a formação da identidade seriam aquelas erigidas em marcadores e fronteiras pelos próprios grupos, logo os individuos que integram esses grupos são produtos dos meios em que vivem e são influenciados.
    Retornamos a um ciclo vicioso que se inicia na formação da pessoa sob a educação dos pais e chegamos a formação da pessoa como participante do grupo (social, nacional, escolar, econômico, político, entre outros) a que pertence. Não se deve generalizar, pois a concretização de uma opinião própria deve ser levada em consideração, já que ninguém é forçado a ter decisões que não quer tomar. Também deve se ter em mente que a discriminação inflinge um direito natural da pessoa ser como decidir ser, e que no Brasil discriminação e preconceito é crime, podendo o indivíduo ser preso por desrespeitar o direito constitucional de seu semelhante.
    Outro autor Barth, ele ressalta que os grupos étnicos são um produto da interação social e das circunstâncias históricas, econômicas e políticas, eles próprios criam suas identidades e não antropólogos e sociólogos. Ele mostra como a cultura está em contínua mudança.
    Para concluir o debate entre os autores, Antônio Guimarães mostra que nem sempre houve no campo sociológico e antropológico a preocupação em mostrar como se deu a construção do preconceito. Mostra que alguns autores faziam analises que afirmam a existência de raças e não se importam com sua construção e mudança ao longo do tempo.
    Trazendo o tema para nosso país o autor mostra duas corrente que divergem. Alguns como Robert Park e Donald Person, que negaram a existência de preconceito de cor no Brasil, mostrando que todos os grupos estavam abertos a mobilidade, assim não podendo caracterizar a diferença de classes e raças. O problema desta analise é que ela compara Brasil com os Estados Unidos utilizando categorias que não se aplicam aqui. Desafiando essa concepção surge Costa Pinto e Florestan Fernandes que mostram o preconceito como algo existente na sociedade brasileira, mas que se manifestava apenas nas classes médias e altas, as que antes mantinham privilégios e que utilizam o preconceito como uma forma de delimitar suas fronteiras de prestígio. Para ele um grande avanço é feito, pois cada vez mais ocorre um adensamento sobre a discussão sobre racismo, que exige o fim dessas hierarquias de privilégios. Uma das formas de reivindicação é feita pelo MNU (Movimento Negro Unificado), que põe como central a questão da discriminação no Brasil e coloca em pauta o que são essas fronteiras, surgindo assim questões tais como: pode se considerar preconceito quando os que sofrem não o sentem? Mostrando ser necessária a criação de uma coesão entre os grupos que lutam contra o prenconceito, que vão contra aqueles que legitimam as relações de poder, o debate pode trazer benefícios para atual situação do preconceito racial no Brasil.
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Notas
(1) GUIMARÃES, Antonio Sérgio Alfredo. Preconceito Racial: Modos, Temas e Tempos. São Paulo: Cortez, 2008. pág 44 e 45.
(2) idem pág 46.
(3) ibidem pág 45.
(4) ibidem pág 47.
(5) ibidem  pág 48.
(6) ibidem pág 50.
(7) ibidem pág 52.
(8) ibidem pág 53.
(9) ibidem pág 54.
(10) ibidem . pág 56.

Danylo de Almeida Ferrenha, estudante de História, UNIFESP

6 comentários:

  1. Rosávio de Lima Silva2 de agosto de 2010 22:55

    Parabéns Danilo muito bom essa visão geral sobre a raiz do preconceito.

    Rosávio de Lima Silva

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  2. valeu...mas apenas relatei a realidade vivida por eles...agradeço o elogio.....

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  3. o racismo é de tal ignorancia q deve ser extinta, mas infelizmente isso nao ocorre....

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  4. o homens deve ser julgado nao pela cor da pele ,mas sim pelo seu carater,





    o

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