quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

Pessoal,

oportunidade para quem quer fazer um curso de extensão na UNIFESP - Campos Guarulhos.

Ministrantes: Profa. Dra. Andréa Slemian, Profa. Dra. Fabiana Schleumer e Prof. Dr. Julio Moracen Naranjo,

Valeu, leiam maiores informações abaixo.



UNIFESP - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

CAMPUS GUARULHOS

PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

Direitos e justiças na formação do Estado nacional: os africanos e seus descendentes (séc. XIX-XXI)

Ministrantes: Profa. Dra. Andréa Slemian, Profa. Dra. Fabiana Schleumer e Prof. Dr. Julio Moracen Naranjo

Objetivos: O curso tem como objetivo principal discutir uma das facetas do campo das relações raciais na formação do Brasil na sua interface com a história política, especificamente no que se refere aos embates na luta por direitos e as formas de justiça que historicamente se constituiram em relação aos africanos e seus descendentes. Dessa forma, tem-se como ponto central que esse processo deve ser sempre conectado à dimensão conflitiva de sua relação com as ações dos Estado, das instituições publicas e de seus agentes. Consideramos esta uma dos principais diferenciais de nossa proposta em relação às abordagens que predominam na opinião publica sobre a temática, bem como nas temáticas transversais nas escolas, em que os direitos e descendentes de africanos tendem a ser muito mais valorizados na sua dimensão de grupo, sem necessariamente inseri-los numa reflexão sobre a permanente tensão entre o Estado e a sociedade, como pretendemos aqui trabalhar.

Por um lado, tal temática justifica-se pois, há pelo menos duas décadas, muita literatura se tem produzido, em várias áreas e com ênfases distintas, sobre a existência de uma crise nas bases de legitimidade do que se convencionou chamar de Estado nacional. Concomitantemente à percepção da falência das formas de representação e da eficácia política dos atuais Estados se dá igualmente através da ascensão cotidiana da pressão por inclusão social e igualitária das, vulgarmente chamadas “minorias” sociais; as quais sempre existiram, mas que ganharam, nas últimas décadas, uma agenda política efetiva dentro das próprias instituições públicas.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Disciplina de História nas escolas e currículo escolar

    A disciplina de história no Brasil, e não só neste país, mas também na América Latina como um todo, é algo de intenso debate nos meios acadêmicos e popular atualmente, pois é difícil compreendermos uma homogeinização no ensino de história em um território tão grande como o do nosso país.
   O Brasil tem muitas heteregenuidades, e nisto há, em vários aspectos, uma luta constante de lados influêntes para que exista uma história nacional mais abrangedora nos temas gerais de nossa nacionalidade respeitando os vários lados dos fatos históricos, porém, as possibilidades para se compor um ensino de história que comtemple as especificidades do Brasil tem certos limites. E estes últimos, esbarram na cultura escolar, e também, na composição e formação de nossa sociedade dentro da forma escolar que conhecemos, com suas hiearquias e burocracias governamentais atuais.
    A autora Circe Bittencourt em seu texto, "Identidades e Ensino de História no Brasil", discute a idéia de que a história surge como uma disciplina escolar tendo o papel na formação das identidades. Esse trabalho da autora, inicia-se com uma questão central que bem mostra a grande heteregonia do Brasil. Na aplicação da Lei de 2003 n° 10639 sobre o ensino de história da África, está exemplicada as diferenças dos brasileiros, não só na sua composição histórica no decorrer dos tempos, mas, ainda mais, como certas minorias, ficaram distantes da feitura histórica.
    O tema citado ácima encaixa, segundo Tomaz Tadeu da Silva no seu texto, "Documentos de Identidade", nas ditas teorias pós-criticas, visto que vem levantar uma questão de discussão de etinias e multiculturalidade, aspectos muito relevantes nas discussões mais recentes, não que temas em que marxismos e positivismos foram totalmente aniquilados nos ensinos brasileiros, pelo contrário, existem e estão em várias esferas, mas o momento de se discutir as multiculturalidades de nosso Brasil toma uma menção maior em detrimentos as outras discussões escolares. A sociedade brasileira impõe para história a necessidade de contemplar outros personagnes no ensino de história, que mesmo com pequenos avanços, ainda mantém os grandes personagens da política e os mais influêntes da intelectualidade nacional como os exemplos maiores da educação identitária e modelos de ensino.
   

Análise de Livros Didáticos com a temática de Ásia e perpectivas de ensino em sala de aula

Introdução

    Para pensarmos na construção dos conteúdos do Livro Didático devemos olhar para os currículos escolares. A produção de um Livro Didático tem características do período que foi realizada, no qual devemos ter no horizonte algumas considerações para se analisar o conteúdo, assim como a síntese do padrão atual e as reformas que levaram a este modelo. Por mais que aja uma discussão na feitura de um Livro Didático a influência política ainda conta muito na sua construção, fato que ainda é notado.
    A autora Circe Bittencourt em seu trabalho “Livros Didáticos entre textos e imagens”, nos apresenta uma síntese da discussão sobre a reforma curricular na década de 1980, no qual, ocorreu uma mobilização política e social com o fim de trazer as reformas para mais perto da sociedade. Neste momento houve a criação da CENP, que buscava defender o ensino e estabelecer diretrizes para todas as áreas de conhecimento escolar. Decerto, nesta década e em parte da década de 1990, os livros didáticos privilegiaram os personagens e centraram-se na história deles. No caso do tema de Ásia, mais especificamente no oriente “médio” tratam o Islamismo a partir da vida de Maomé ou nos conflitos decorridos na segunda metade do século XX, personagens e conflitos políticos são sempre os destaques nessas épocas. Deixaram um imenso vácuo na história dos povos árabes, se compararmos os dois períodos históricos, fato que é o que mais percebido no âmbito acadêmico.
     A autora Claudia S. Ricci em suas pesquisas sobre o projeto de reforma nos conteúdos escolares, no texto “Da intenção ao gesto: quem é quem no ensino de história em São Paulo”, nos apresenta exigências aos professores de história para que estes se atualizem a partir de trabalhos acadêmicos. Acreditamos que esta análise que apresentaremos faça parte deste exercício. Defendemos, por mais que seja difícil, devido a realidade profissional do docente de 1° e 2° graus atualmente, que o professor deva executar no decorrer de sua vida profissional, o repensar, ou melhor, um ato de compreender as mudanças na história. Este texto se pauta não apenas na crítica do livro didático, mas sim em uma possível alternativa para seu uso, pois a utilização dele se baseia na forma como o professor emprega seu discurso aos alunos, tentando desconstruir assim, as ortodoxias empregadas a tanto tempo sobre a história dos árabes e do Islã.